Feliz Páscoa

Muito Chocolate e Coelhinhas para todos!

pascoa coelhinhas Coelhinhas da Páscoa

We Are the METALHEADS

Uma Catedral Para a Música Pop (U2 em São Paulo - Estádio do Morumbi, 09/04/2011)

Fato: a banda da Irlanda favorita de todo mundo levou a experiência audiovisual iniciada pelo Rock Progressivo centenas de anos no passado a um novo e definitivo patamar.

Lembrando uma pirâmide inacabada, com arcos que remetem as colossais abóbadas das catedrais góticas, construídas sob inspiração do gênio fenício, o palco da tour "U2 360o" foi projetado para ser um espetáculo a parte. Evolução quase natural da aventura cênica inciada no giro do album Zooropa, cumpre seu papel de integrar público, banda e o resto do Universo numa experiência que transcede a paixão pela música.

Os resultados dessa integração eram vistos bem antes do espetáculo começar: ao redor do estádio conviviam pacificamente ecoativistas, vegans militantes, defensores de direitos dos animais, movimentos GLS, órfãos do rock oitentista e headbangers com camisetas vintage de Iron Maiden e Metallica.

Quando o telão erguido a dois terços da base se iluminou para receber Bono e cia, todo o Morumbi embarcou numa viagem de harmonia, amor e música. Fossem os corais do público em  I Still Haven't Found What I Looking For e  Moment of Surrender, o amor idealizado e perdido em With or Without You, o rock sensível e dançante de Beautiful Day e Elevation, tudo desenhava uma noite inesquecível. E foi mesmo.

É inegável que os arquitetos desta tour conseguiram o que seus Irmãos construtores do passado objetivavam ao erguer catedrais: fazer com que as pessoas que adentrassem aos templos entrassem em comunhão com a centelha divina que habita em cada ser humano. Qualquer pessoa que assistiu ao show saiu de lá querendo ser uma pessoa melhor.

Aliando excelentes canções e shows únicos, o U2 segue relevante e inabalável pelo Universo Pop. E que continue assim.

Em tempo: Space Odity, faixa título de um dos melhores albuns do David Bowie ganhou um significado completamente novo.

Ver Bono Vox cantando Beatles a capella é algo que vai me acompanhar pelo resto dos meus dias.

A seguir, fotos cortesia do amigo Percival, de Barretos/SP.

 

 

Matt Bellamy is GOD (Muse em São Paulo - Estádio do Morumbi, 09/04/2011)

Acostumados a grandes arenas no exterior, a banda vem pela segunda vez ao Brasil, mas a primeira fora do circuito indie, o que fazia dela uma ilustre desconhecida para os fãs de Madonna e gente que queria a Beyoncè no mesmo palco que o U2.

O Power Trio mais relevante da música popular neste século fez um show furioso, cheio de peso e virtuose. Aliás, a banda soa mais pesada ao vivo do que muita bandinha metida a malvada.

Set curto e memorável, que denota a evolução dos artistas que acompanham o U2 na América Latina. Ainda bem que os tempos de Gabriel O Pensador já se foram.

O grande destaque é o talentoso e extravagante Matt Bellamy,  guitarrista, vocalista e frontman, cuja performance lembrou os dias de ouro de Cream, Deep Purple, UFO, entre outros.

Ficou devendo um show completo.

 

Setlist do Muse

Uprising
Supermassive Black Hole
Stockholm Syndrome
United States Of Eurasia
(com introdução de Noturno em Fá Maior, de Chopin, e toques do Bolero de Ravel)
Hysteria
Starlight
Plug In Baby
Knights Of Cydonia´

Fotos cortesia do amigo Percival (Barretos/SP). Obrigado pela companhia parceiro e até a próxima.

Dia 09 está chegando... Olê, Olê, Olê, Muse, Muse

Nightwalker

Sangue no Olho, Rock na Veia

The Final Review (Iron Maiden em São Paulo - Estádio do Morumbi 26/03/2011)

Difícil escrever sobre o Iron Maiden.

Meus grandes heróis desde que me lembro, continuam gravando, lançando albuns e excursionando. E um show do Iron Maiden é algo muito especial, principalmente para quem faz parte de um público que abandonou a alcunha de "fã" e abraçou o apelido jocoso que a crítica que beija o chão de extravagâncias de Maddona e U2 cunhou: "torcedor". O que se ouvia ao redor da arena eram os gritos de uma torcida latino-americana por um time que entraria em campo com jogo ganho. "Forever Blowing Bubbles..." como escreveu um garoto mexicano, citando o hino informal do West Ham, time do coração de Steve Harris.

Em termos de organização, todos os erros da última tour foram reparados. Equipes distribuídas ao redor do estádio orientavam o público sobre seus lugares, facilitando o acesso. Policiamente ostensivo e o trânsito fluindo aumentavam a sensação de um espetáculo calculado em todos os detalhes. Na Pista Premium, turnos de limpeza evitavam que o chão ficasse coalhado de copos e papéis. Bebidas geladas e lanches a preços justos completavam o pacote de conforto. A pontualidade permitiu ao público chegar a tempo aos pontos de ônibus e metrô para voltar para casa.

A tarde correu preguiçosa, com o sistema de som brindando a platéia heterogênea (famílias, grupos de amigos, um ou outro "aventureiro") com muito Judas Priest, Led, Def Leppard, entre outros.

Anoitecia quando o open set do Cavalera Conspiracy começou. A nova banda dos irmãos Igor e Max foi um "plus" para uma noite perfeita. Seu album de estréia é excelente e me ressentia por ter perdido a apresentação no SWU ano passado. Mesclando músicas do primeiro cd e novas, além dos inevitáveis clássicos do Sepultura, a banda aqueceu uma platéia sedenta por música e mostrou que tem o potencial para se tornar "a próxima grande banda" da cena. A pegada hardcore realmente faz com que a sonoridade seja old school se soar datada. Destaque para Igor, um dos melhores do mundo, sem dúvida.

Terminada o open set, um pouco de espera e, pontualmente, o hino "Doctor, Doctor" ecoa pelo Morumbi anunciando a atração principal. Aliás, "ecoa" é pouco, porque muitas pessoas cantavam junto, inclusive eu.

O show foi aberto com Final Frontier, seguida por El Dorado. As músicas novas funcionam muito bem ao vivo e num prazo muito curto de tempo se converterão em clássicos.  Momentos emocionantes com músicas mais recentes como Coming Home e The Talisman. Histeria com Two Minutes to Midnight, The Evil That Man Do e Iron Maiden (com a primeira participação do Eddie Monstro surgindo detrás da bateria).

Blood Brothers e The Wicker Man me deixaram em lágrimas.

Cenários sem excesso, coisa que a banda não precisa. A música fala por si só e a julgar pela recepção das novas, pelas suas qualidades e letras, a banda ainda tem muito a oferecer.

E o show termina com a promessa de retorno. E tomara que demorem muito para fazer uma tour de despedida. A Música vai ficar muito sem graça sem o IM.

Set List:
1. Satellite 15... The Final Frontier
2. El Dorado
3. 2 Minutes to Midnight
4. The Talisman
5. Coming Home
6. Dance of Death
7. The Trooper
8. The Wicker Man
9. Blood Brothers
10. When the Wild Wind Blows
11. The Evil That Men Do
12. Fear of the Dark
13. Iron Maiden
Bis:
14. The Number of the Beast
15. Hallowed Be Thy Name
16. Running Free

Ainda: já na volta, soube que um milhão de sites e blogs já falavam do show. Por isso demorei tanto p/ postar. E também porque para mim, o jogo está sempre ganho e não tenho muito a acrescentar a tudo que já foi dito.

 Iron Maiden, o maior de todos.

Up The Irons.

Todd´s Diary
Todd's Diary - Sao Paulo
Published: April 1, 2011

Brazil! Let the madness begin. We landed around 9 at night and were kept on the plane again for immigration but at least it went a little quicker this time around. We got to the hotel around 10PM and I went to the hotel bar to meet with Bruce, Rod (who had flown in the night before) and our local EMI reps Nando and Luiz. The bar finally closed at around 2AM. We still hadn't eaten at this point so we (Janick, the Flight Krew and I) went to a gas station to grab some food.  When we got there, groups of people were all hanging out at the tables in front drinking. Apparently this is where everyone goes when the bars close down. We ended up sitting around for a mellow time out, a couple of beers and talking. We said goodbye to some new friends we had met and called it a night at 4AM.
 
The next morning Bruce went out to do a little flying and flew back later that day for an interview with Globo TV regarding the big show and Brazilian tour. We originally thought it would be fun to do this while go karting but unfortunately the track was closed down for a corporate (Volkswagen) bash so it just turned into a sit down which actually worked out quite nicely. Of course the IMFC figured out where and when it was (how do you do that?!) and of course it was a little chaotic. After the interview Bruce signed a few things for the fans and took a few photos before we had to get him out of there. Unfortunately this is where my story ends until show day because I had food poisoning and started getting really ill. For the rest of the night and all of the next day I was in bed being sick. Even on show day I was not quite right. There was a point where I was standing in catering talking to Rob, John and Justin and I started tunneling out. I hadn't eaten in 2 days and with the still heat that day I came seconds from passing out. Luckily I made it to a couch and had a rest so when the show started and the adrenaline kicked in, I was able to make it through the night. That's the other thing to keep in mind. Nothing compares to all of this but when you are sick, there is no such thing as sick days. You have to press on no matter how you feel. Too much is riding on the part you play in this big, touring machine.
 
Morumbi Stadium is one of the finest in South America and very prestigious. Only the biggest acts play there, with a capacity of 55,000+ which is about the number that showed up for this Maiden show. Remarkable if you consider this was the third time in 4 years the band have played a huge show in Sao Paulo. 2008 saw 40,000 sold out at Palmeiras Stadium and in 2009 about 60,000 at the famous Formula One Racing circuit Interlagos (see past diaries from Rod). On the day they played Palmeiras apparently Steve and Rod went to watch a football match -- Palmeiras v Corinthians -- at Morumbi. Rod says he was there to check out the stadium for future reference, not for the football!! They had originally wished to play there in 2008 but it was booked for the game, funnily enough against Palmeiras so the band used their stadium instead. So this time round Rod got his wish and Morumbi was available. The stadium is municipal and used by Sao Paulo FC, though Corinthians sometimes hire it out.

The special guests were Cavalera Conspiracy, that is Max from Sepultura, who are of course Brazilian heroes and quite rightly so. I was working so didn't get chance to see them but Rod says they were really interesting and good and of course they got a very good reaction, especially playing Roots at the end of the set, which of course they had to do!!

For the Brazilian dates the band had arranged a special event shirt  -- a mixture of two Brazilian passions, Maiden and football (a bit like Steve!!) -- and a lot of fans were wearing them!

When Maiden hit the stage, Morumbi Stadium went nuts. During the show I positioned myself to get a glance at the unveiling of the "big" Eddie. This was the first ever time he has been seen and it is incredible, just huge. It was prepared for the massive festival and stadium European tour but was ready early so the band decided to sea freight it to Sao Paulo so they could also use him there for this very special show and for when they film the shows in Buenos Aires and Santiago. He will also appear in Rio as that is close by but of course as he can't fit on the plane and can't be trucked in time round the other shows he sadly couldn't be at the other Brazil shows, and after Santiago he has to get back on a ship back to Europe arriving in time for the German shows at the end of May. As soon as that massive head peeked out, almost the entire crowd pushed toward the middle to see him. Their expressions were that of someone seeing a live concert for the first time. Not having seen it myself, I too was also standing there in awe. Amazing!


It was an incredible show with a huge and incredible audience -- these Sao Paulo fans certainly lived up to their advance billing.
 
Tomorrow, Rio!

- Todd






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